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O prédio brutalista de fachada vermelha na Avenida Paulista em São Paulo, o MASP – Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand, vive um novo momento. 

O edifício anexo Pietro Maria Bardi, acaba de ser inaugurado em março, com cinco novas exposições. O conjunto de mostras trabalha com o acervo e a trajetória do museu e recebe o título de “Cinco ensaios sobre o MASP”, que ficam em cartaz até dia 3 de agosto. Confira todos os detalhes: 

Isaac Julien: Lina Bo Bardi – um maravilhoso emaranhado

Fernanda Montenegro e Fernanda Torres em imagem do filme. ©Isaac Julien Cortesia do artista, Nara Roesler e Victoria Miro, Londres

No 2º andar, Fernanda Montenegro e Fernanda Torres dão voz aos escritos de Lina Bo Bardi em uma videoinstalação com nove projeções simultâneas que contam a história de seu legado. Nas imagens, mãe e filha interpretam as ideias da arquiteta modernista sobre o potencial social e cultural da arte, baseado em sua experiência com a tradição afro-brasileira na Bahia.

O trabalho de Isaac Julien revisita figuras históricas oferecendo novas perspectivas e neste projeto sobre Bo Bardi, o cineasta teve como inspiração uma das falas da ítalo-brasileira: “Mas o tempo linear é uma invenção do Ocidente, o tempo não é linear, é um maravilhoso emaranhado onde, a qualquer instante, podem ser escolhidos pontos e inventadas soluções, sem começo nem fim”. 

O filme, gravado em 2018, teve como cenários espaços icônicos projetados por Lina, como o MASP e o Sesc Pompeia, em São Paulo, e o Museu de Arte Moderna e o Restaurante Coaty, em Salvador. Algumas projeções estão fixadas à parede, enquanto outras presas a cubos de concreto, fazendo uma alusão aos seus famosos cavaletes de cristal.  

O interior do edifício anexo Pietro Maria Bardi Leonardo Finotti
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Artes da África

Jorge Bastos
Eduardo Ortega

O acervo do museu brilha no 3º andar com obras da África Ocidental, principalmente do século 20. São estatuetas, objetos cotidianos, bonecas, tambores, mobiliário e máscaras usadas em festividades, rituais de iniciação, celebração ou funerais. As obras provêm de 17 culturas distintas de grupos de países como Costa do Marfim, Burkina Faso e Nigéria.

Conversando com as peças e as histórias, os artistas brasileiros biarritzzz e Cipriano abordam o legado das tradições africanas na cultura de nosso país. Em três vídeos, biarritzzz usa uma linguagem de rede social, para criticar com humor, chamada de “pedagogia do meme” e faz colagens de fragmentos das máscaras da mostra. Já Cipriano expõe duas pinturas que sobrepõem cantos de religiões afro-brasileiras ligadas às tradições banto, tronco linguístico da África central.   

Geometrias

Eduardo Ortega, cortesia Fortes D’Aloia & Gabriel, São Paulo/Rio de Janeiro
Marcelo Pallotta

A mostra conta com 50 obras do acervo, sendo 20 delas de doações recentes, e exibe o olhar tanto da geometria tradicional com princípios matemáticos, como as das mais experimentais. Entre os artistas dos movimentos concretista e neoconcretista estão nomes como Alfredo Volpi, Lygia Clark, Judith Lauand, Willys de Castro, Hércules Barsotti e Amilcar de Castro. Trabalhando com um sistema de símbolos afro-brasileiros temos Rubem Valentim, enquanto Daiara Tukano criou grafismos ligados às teorias sobre a criação do universo do povo Yepá-Mahsã. Em cartaz no 4º e 10º andar. 

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Renoir

Google Arts

Todas as obras de Pierre-Auguste Renoir presentes no MASP estão reunidas nesta exposição que abrange quase toda a carreira do artista. Ao todo são 12 pinturas e uma escultura no 5º andar do Edifício Pietro Maria Bardi. A exposição marca 23 anos desde a última vez que esse conjunto foi exposto para o público. 

Entre as telas estão Rosa e azul – As meninas Cahen d’Anvers (1881) e pinturas de seu período conhecido como “obra tardia”, influenciado por sua viagem à Itália onde teve contato com os renascentistas Rafael e Ticiano. Também está em exposição a escultura Vênus vitoriosa (Venus Victrix) (1916), obra que teve ajuda do jovem artista Richard Guino, já que Renoir sofria de uma artrite severa na época. Expostas em suportes de chapas metálicas criadas pela arquiteta Juliana Godoy, os aparatos das pinturas criam um diálogo com os inconfundíveis cavaletes de Lina. 

Histórias do MASP

Vista aérea da construção da sede do MASP Luiz Hossaka

A retrospectiva celebra a trajetória da instituição e revisita mais de sete décadas no 6º andar. São 74 obras em linha do tempo que abrangem fotografias, documentos, cartazes, livros, catálogos, jornais e revistas. Além do acervo, a exposição também foca na importância do museu para a arquitetura e a vida política de São Paulo, como sua inauguração em 1968, que contou com a presença de Rainha Elizabeth II. Já em 1992, o vão do MASP serviu como local de protestos pelo impeachment do presidente Fernando Collor de Mello. Outra curiosidade é que a icônica cor vermelha do edifício só ganhou vida após passar 20 anos em concreto aparente.

E a história mais recente do MASP também é retratada, desde a aposentadoria de Lina, em 1992, até os dias de hoje. Um dos pontos altos foi a transformação do acervo em um conjunto mais representativo, com o recebimento de obras de artistas mulheres em 2014, com grandes nomes como Adriana Varejão, Guerrilla Girls e Maria Auxiliadora, além de comodatos da coleção Landmann, uma das mais importantes sobre arte pré-colombiana no Brasil.

MASP e seu novo anexo Leonardo Finotti

Vão livre reaberto

Após uma reforma da laje de cobertura, o vão do MASP irá abrigar uma agenda de atividades culturais. A estreia em março fica por conta da performance “Entrevidas”, da ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino. Criada durante a ditadura militar, em 1981, a apresentação propõe uma metáfora visual sobre as tensões políticas, sociais e existenciais no período.

E a partir do dia 10 de abril, a instalação interativa “Iván Argote: O Outro, Eu e os Outros”, do colombiano Iván Argote, exibe duas gangorras que se movimentam de acordo com deslocamento dos visitantes, propondo uma reflexão do equilíbrio em coletivo.

Confira horários e ingressos aqui.

(Texto Miriam Kaibara) 

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