Uma viagem à África é sempre uma oportunidade de desvendar os mistérios do cotidiano selvagem e enaltecer a celebração da vida.

São poucos os lugares do mundo com tamanha grandiosidade de vida selvagem e capazes de revelar momentos de reflexão, contemplação e conexão com a natureza ao redor. Para diferentes idades e momentos de vida, um safári pela África é capaz de proporcionar experiências extremamente transformadoras, em uma jornada repleta de significados.

A VIDA SELVAGEM VISTA DE CAMAROTE
Quênia e Tanzânia

É impossível não se impactar com a dinâmica da savana quando observada do alto. Uma das experiências mais marcantes, os passeios de balão sobrevoam áreas repletas de ação e paisagens deslumbrantes. De julho a outubro, no Quênia e na Tanzânia, o nascer do sol apresenta diversos tons alaranjados que dificilmente serão vistos em outro lugar do mundo. Logo de manhã, é possível ver do alto as manadas de animais peregrinando em bando pelos infinitos campos, rios e planícies alagadas durante a Grande Migração. É o camarote dos sonhos, que já seria impactante apenas pela paisagem, mas é sempre muito bem agraciado com o espetáculo proporcionado pelos animais que ali passam.

PERCORRER O OKAVANGO DELTA DE DIVERSAS FORMAS
Botsuana

De mokoro, barco ou de helicóptero, conhecer o Rio Okavango é uma experiência sublime. De julho a outubro, o delta e sua planície alagada abrigam uma imensidão selvagem ao seu redor. Leões, hipopótamos, crocodilos, elefantes e muitos outros animais se reúnem próximo ao delta diariamente. Um safári pelas suas águas é completamente diferente dos feitos por terra, inclusive por apresentar surpresas e cenários que só podem ser vistos da canoa. Uma das experiências inesquecíveis nessa região é sobrevoar parte dos mais de mil quilômetros pelos quais o Rio Okavango se estende. No passeio aéreo, é possível avistar os belíssimos e incontáveis canais do rio, que lembram veias pulsantes.

SAFÁRIS FOTOGRÁFICOS NO DESERTO
Namíbia

Todos os sentidos humanos parecem ser intensamente estimulados para quem tem o privilégio de subir as dunas de 300 metros de altura em Sossusvlei, ponto alto da viagem à Namíbia e um dos cenários mais fotogênicos da Terra. Esse deserto na costa atlântica que só termina quando o mar começa é um dos mais antigos do planeta e abriga algumas das dunas mais altas do mundo. É exatamente no salar de Sossusvlei que fica a mais famosa, a Duna 45, uma bem desenhada montanha de areias esculpidas pelo vento que vem do mar. Ali pertinho está Deadvlei, um dos cenários mais impressionantes do continente. A melhor notícia é que é possível (e altamente recomendável) descobrir os segredos dessa formação única de diversas formas: de helicóptero, em passeios de 4×4, bicicletas, quadriciclos e, ainda, nos sempre memoráveis sobrevoos de balão. Todas elas, de abril a outubro, são um convite constante a vivenciar a surpreendente beleza africana.

O deserto cenográfico da Namíbia é um dos mais especiais e diferentes do mundo Victor Goransson

O CÉU MAIS ESTRELADO DA ÁFRICA
África do Sul, Zimbábue, Botsuana e Namíbia

Além de uma experiência totalmente imersiva, as starbeds — suítes sofisticadas instaladas a céu aberto em posições privilegiadas na savana — propiciam o romantismo ideal para uma excelente noite a dois. Distantes de locais iluminados, os lodges que oferecem essa estrutura são capazes de garantir a observação do céu estrelado com luminosidade impressionante. A surpresa e a emoção tomam os visitantes quando ouvem os sons de leões, elefantes e dos mais diversos tipos de animais ao seu redor. Toda essa imersão é acompanhada das melhores opções de gastronomia e é reforçada pela segurança nos melhores lodges do continente.

Singita Pamushana Lodge Divulgação
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O ESPETÁCULO DAS GRANDES MIGRAÇÕES
Quênia e Tanzânia

Um dos maiores espetáculos da natureza, a impressionante migração de mamíferos pode ser vista tanto da terra — enquanto o chão vibra conforme os animais correm em manada — quanto pelo alto, nos diversos passeios de balão que saem toda manhã para avistar esse balé selvagem. O número de animais que realizam a jornada ultrapassa 1 milhão. Entre julho e outubro, gnus, zebras, antílopes, gazelas e girafas percorrem um trajeto que vai do Quênia à Tanzânia, em diferentes momentos, e depois seguem o caminho inverso. Fazendo a peregrinação juntos, os integrantes da caravana se fortalecem para driblar o ataque de predadores, como hienas, crocodilos ou o que mais aparecer pelo caminho. Impossível não se arrepiar. Um fenômeno digno de cinema e que pode ser um ótimo programa para as crianças, no melhor estilo Rei Leão, mas também para adultos de todas as idades que nunca viram algo parecido.

Gnus cruzando um dos rios no caminho da grande migração iStock/nicholas_dale

NAVEGANDO O RIO CHOBE
Botsuana

Às margens do Rio Chobe, em Botsuana, corre uma belíssima parte da vida animal africana. Hipopótamos, leões, antílopes, búfalos e vários outros costumam frequentar as margens do rio, principalmente durante o período de cheia. Quem já navegou em um rio de tamanho volume e relevância sabe da experiência que é percorrer um núcleo tão importante para a fauna e flora locais. Mas até os iniciados são surpreendidos pelo Rio Chobe e seus visuais. Contemplar o céu é um espetáculo à parte, com belíssimos crepúsculos e alvoradas. Além disso, principalmente de março a outubro, o avistamento de animais, as saídas para pescaria, os safáris fotográficos e os tours nas comunidades locais são alguns dos programas preferidos por aqueles que navegam com o Zambezi Queen.

Alberto Landgraf Divulgação
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UM SAFÁRI A CAVALO OU DE BICICLETA PELA SAVANA
Quênia, Namíbia e Botsuana

Engana-se quem pensa que os passeios em veículos 4×4 são a única forma de realizar um safári. Entre as diversas opções, cavalgar pelo coração da savana pode ser uma experiência totalmente imersiva. Para quem gosta de pedalar, um safári de bicicleta é capaz de entregar uma sensação de liberdade indescritível quando feito pelas planícies africanas. No caminho, prepare-se para encontrar os mais variados tipos de manadas e famílias de animais. Tanto as cavalgadas quanto os passeios sobre duas rodas passam por muitas regiões que nem sempre os carros conseguem acessar, como é o caso das áreas alagadas do Okavango Delta, na Botsuana, e de algumas zonas privadas.

De cavalo, a pé ou mesmo de bicicleta. iStock/Peopleimages

VISTA PRIVILEGIADA DA VIDA SELVAGEM: HIDE SAFARI
Zimbábue

Imagine estar no meio dos animais da savana sem ser percebido. Estar a poucos metros de famílias das mais diferentes espécies e observar seus hábitos, sua forma de interagir com a natureza. É assim a experiência de um Hide Safari, em que podemos ficar em um espaço subterrâneo completamente camuflado e que passa despercebido pelos animais. Nele, é possível experienciar situações selvagens extremas, como um predador que busca sua presa à margem de um lago ou uma família que interage após farta refeição. Nessa modalidade, as equipes estão sempre atentas aos movimentos que fazem parte do cotidiano selvagem, para que o visitante se sinta protegido. O Hide Safari é um convite para mergulhar no habitat africano e ver alguns animais por um ângulo completamente novo.

A oportunidade de ver os animais sem ser percebido iStock/jez_bennett

A IMPONÊNCIA DOS MAIORES GORILAS DO MUNDO
Ruanda

A visita a esses animais ameaçados de extinção é extremamente controlada, é para poucos. Atualmente, o número de gorilas-das-montanhas ultrapassa mil indivíduos, mais da metade vivendo em Ruanda e nos arredores das Montanhas Virunga. Apesar de ser possível encontrar famílias de primatas em outros países, Ruanda se firma como a melhor e mais sustentável experiência. Para conhecê-los, é necessária uma caminhada que pode variar entre 30 minutos e 4 horas, dependendo da localização de cada família. Quanto maior a disposição de andar, mais provável encontrar diferentes bandos de gorilas ao longo do trajeto. De junho a setembro, além da possibilidade de ver esses majestosos primatas, a caminhada vale pelo contato com a natureza e pelo belo visual ao redor das montanhas. Nos encontros, é permitido ficar até uma hora com a família de gorilas.

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