Um ponto de convergência entre artistas, galerias e públicos, a SP-Arte Rotas se reinventa para refletir a pulsação do mundo contemporâneo e neste ano conta com cerca de 70 expositores.

Realizada desde 2022 na ARCA, em São Paulo, a feira celebra sua 5ª edição, com projetos das cinco regiões do país e incorpora a proposta de expandir suas fronteiras com participantes da América Latina e da Europa. Neste ano marcam presença no evento galerias do Uruguai (Sur), da Argentina (Isla Flotante, Barro e W), da Colômbia (Casa Zirio) e da Itália (Orma). 

Da capital paulista, estarão presentes grandes nomes como Almeida & Dale, Gomide&Co, Vermelho, Luis Maluf, Luciana Brito, entre outros. As galerias das demais regiões do Brasil incluem Flexa (Rio de Janeiro), Paulo Darzé (Salvador), Marco Zero (Recife), Cerrado (Goiás e DF), Leonardo Leal e Cave (Fortaleza), Lima (São Luís) e Bolsa de Arte (Porto Alegre). Vale lembrar que algumas galerias brasileiras irão apresentar obras de seus artistas latino-americanos representados.  

Estande da galeria Bianca Boeckel, na edição 2025. Divulgação/SP-Arte Rotas

Uma feira de descobertas: nomes em ascensão apresentados pela primeira vez, até obras de mestres consagrados vistos por novas perspectivas integram a feira de negócios na qual as galerias são provocadas a idealizar projetos especificamente para a ocasião. A cada ano é celebrado o encontro entre colecionadores nacionais e internacionais, curadores, artistas, galeristas, pesquisadores e apaixonados por arte e cultura. 

A direção artística fica por conta de Bernardo Mosqueira, curador, escritor e pesquisador brasileiro, que atualmente reside em Nova York e desde 2015 é fundador e diretor artístico do Solar, no Rio de Janeiro. É dele a curadoria do setor Mirante que reúne obras que se destacam por sua escala, relevância histórica, singularidade formal ou potência conceitual. Um campo para pensar as múltiplas relações entre os seres humanos e seus entornos. 

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“O conjunto reúne tanto experiências históricas e contemporâneas de experimentação da paisagem quanto obras que revelam a enorme diversidade de modos de pensar, saber, sentir, imaginar, viver junto e conceber o cosmos, tão característica da América Latina”, diz o curador.  

“Nelas, a paisagem extrapola os limites da representação para tornar-se um campo expandido de relações, onde memória, ecologia, espiritualidade, política, história e imaginação se entrelaçam como formas complementares de compreender o mundo ao qual pertencemos”, completa.

Talk realizado durante o evento no ano passado. Divulgação/SP-Arte Rotas

Outro espaço em destaque é o Palco SP-Arte, que contará com bate-papos entre artistas, curadores e especialistas, com uma troca direta com a plateia. 

A edição também dá espaço a projetos especiais como o Sertão Negro, ateliê-escola fundado por Dalton Paula em Goiânia; a Galeria Ocupa, que faz a ponte entre artistas da zona sul carioca e artistas periféricos do Rio de Janeiro; e a Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea, de Boa Vista, Roraima. 

Espaço da galeria Mayer Mizarahi. Divulgação/SP-Arte Rotas

PARA VISITAR 

Quando: de 26 a 30 agosto 
Onde: ARCA – Av. Manuel Bandeira, 360, Vila Leopoldina  
São Paulo – SP  
Ingressos: à venda em bilheteria.sp-arte.com 

(Texto Miriam Kaibara)

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